Pastor abriga prostitutas em sua igreja

Ele se chama Remy Damasceno, tem 38 anos, é pastor, casado e líder da Missão Batista em Copacabana. Ela se chama Ana Maria*, é prostituta, tem 22 anos, um filho de oito meses e um ex-marido de quem nunca mais quer ouvir falar.

Remy e Ana Maria trabalham a menos de dois metros de distância. Ela, "na pista", na Avenida Prado Júnior, shortinho mínimo e piercing no umbigo. Ele prega dentro de uma igrejinha no número 150 da mesma rua, um dos mais conhecidos pontos de prostituição do Rio.

A congregação liderada por Remy funciona em uma lojinha no andar térreo de um prédio. Vizinha de vários inferninhos, é vinculada à Igreja Batista do Leme, comunidade com trabalho voltado para a população carente.

No fim do mês, a missão começará uma ação social direcionada à defesa dos direitos das prostitutas. O primeiro passo será a realização de palestras sobre saúde.

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